segunda-feira, 23 de abril de 2012

Reflexos



Não me lembro se vi esta teoria em algum lugar ou se é coisa da minha cabeça, mas acredito que todo ser humano possui pelo menos três imagens.
A primeira creio que seja a imagem que ele tem de si próprio, fundamentada através de sua autocrítica.
Depois a imagem que as pessoas têm de você, construída através dos sinais que você emite e pelos filtros de quem recebe esta mensagem possui.
E por fim a imagem real, sem reflexo. Aquilo que a gente realmente É.
Ademais, estas percepções diferentes influenciam na formatação uma da outra.
Também acredito que quanto mais a pessoa conhece sobre si mesma, maior a chance dos reflexos destas três distintas imagens serem parecidos entre si.
A forma e a intensidade do contato entre as pessoas vão alterando a impressão que se tem uma sobre a outra. Analogicamente quanto maior o contato, maior a fidelidade da imagem refletida à realidade.
As vezes nos identificamos com as imagens de algumas pessoas, mas à distância o reflexo pode não ser tão nítido. Aproximar-se se faz necessário para entender se as imagens idealizadas em teoria, correspondem na prática.
Os meios de contato têm mudado bastante com as novas tecnologias, criando intimidades que não existem, ou que antes não existiam.
Observo que na economia de mercado de massa na qual vivemos, vem ocorrendo uma pasteurização das imagens individuais.
Formadores de opinião ditam (de ditadura mesmo) a imagem ideal, que passa pelas medidas do corpo, pelo cabelo moicano, pela roupa da tendência, pela música da moda, e qualquer tipo de produto que possa ser associado a esta imagem que deve ser celebrada (de celebridade) como referência.
Esta padronização é claro leva à alienação. Os que são absorvidos por esta comunicação acabam nivelados por baixo e paradoxalmente permanecem flutuando na superfície, sem se aprofundar em nada. 
Não é raro vermos multidões repetindo em coro refrões que são um amontoado de sílabas repetidas que não dizem nada. 
A título de diversão não haveria problema algum, mas muitos fazem destas músicas do momento mantras de conduta pessoal.
Particularmente, durante muito tempo andei emitindo uma imagem diferente da que eu sou, ou ao menos gostaria de ser. Creio que por defesa, e na maioria das vezes de forma inconsciente.
Tenho trabalhado nisso. Este esforço de autoconhecimento tem sido como uma bússola para encontrar o caminho onde estas três imagens, meu ego e meu alter ego, trafeguem juntos.
Muitas vezes o ponteiro é impreciso e o caminho a seguir se torna confuso. Mas tenho fé que mesmo com um percurso que venha a ser mais longo, devo persistir até o destino.
E você, que imagem tem de si próprio?
Reflita!!!

domingo, 8 de abril de 2012

O que se leva da vida



Há alguns anos tivemos um hit de verão onde o titã Paulo Miklos cantava o seguinte refrão: “O que se leva da vida, é a vida que se leva...”
Tenho para mim que o que levamos da vida são as experiências que vivenciamos através dos lugares e das pessoas que conhecemos.
Existe um ditado popular: “Caixão não tem gaveta”. Você não levará consigo, ao partir desta vida, suas jóias, seus imóveis, seu saldo bancário, seus automóveis, e tudo aquilo que deve ser declarado em seu imposto de renda.
Muitas pessoas ainda acreditam que a felicidade está em acumular patrimônio financeiro.
Alegam que ter um lastro patrimonial é segurança. 
Conheço várias pessoas que adoecem pela insegurança de perder o que têm.
O pior é quando as coisas que a pessoa TEM definem o que a pessoa É.
A eles os bens herdados ou conquistados são mais importantes que qualquer conteúdo.
Um cidadão compra um carrão top de linha, geralmente desconfortável, onde cabem poucas pessoas. Ao fazer isto, ele não está comprando um carro para ele, e sim para os outros, pensando em conseguir a admiração das pessoas pelo simples fato de estar dentro de um carro caro. Na sequência ele cola um adesivo na “máquina” com os dizeres: “A força da sua inveja é a velocidade do meu sucesso.” Acho que deveria se decidir por qual sentimento quer despertar nas pessoas antes de comprar algo do tipo.
Aos que pensam assim a felicidade está ligada a tudo que o dinheiro, ou aquele famoso cartão de crédito, podem comprar.
E ao morrer, toda esta riqueza econômica acumulada ao longo da vida, geralmente vira motivo de disputa entre os que ficam.
Para mim, o maior patrimônio que uma pessoa pode deixar aos seus é o LEGADO.
Legado no sentido ético e moral. De ter sido o mais justo possível durante a vida, principalmente consigo mesmo.
Em não ter sonegado de si próprio o precioso direito de ser feliz.
Dizia o genial Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar a BELEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ.” Tenho esta música como um mantra.
Realmente a maior riqueza que se pode acumular é o conhecimento. É o único patrimônio que não podem lhe tomar. E quanto mais você divide, mais você adquire.
Gosto de usar a lógica. Se a maior riqueza é o conhecimento, quão rica é a pessoa que dispõe de informações sobre autoconhecimento.
Aproveito o momento para agradecer a todos os amigos que têm me enviado material enriquecendo esta busca, ou servindo de inspiração e referência.
Vejo com certa melancolia estantes abarrotadas de livros já lidos. Tanto conhecimento que poderia ser útil a mais gente, conferindo status de intelectual como objeto de decoração.
Hoje recebi uma simples frase que diz muito. “Nada do que se aprende é perdido.”
A sede pela vida tem me trazido a sede pelo conhecimento. E me expondo aqui, paradoxalmente emito a mensagem de que estou receptor.
De certa forma também é um testamento, no qual divido com os meus, o que tenho de mais precioso.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Órbita


A vida está presa na Terra através de uma ENERGIA muito forte. Cientistas deram a esta ENERGIA o nome de LEI DA GRAVIDADE. Como na maioria das leis, apenas um nome para caracterizar ou regular um comportamento apresentado.
Estamos com os pés fincados na Terra o tempo todo, que não nos damos conta do poder desta força. É uma energia tão forte que evita que saiamos voando por ai...
Convencionamos que o Pólo Sul é a parte de baixo do planeta, e o Pólo Norte é a parte de cima. Mesmo podendo ser o contrário, por que os habitantes do Pólo Sul não descolam do chão e despencam para o espaço? Uma energia os mantém em contato!
Esta força é tamanha que também retém toda nossa água para nos mantermos vivos. Se não fosse tal dinâmica, lagos, rios e oceanos poderiam escorrer para o vazio.
Este poder é tão sublime, que mantém nossa Lua próxima e a uma distância segura.
É provado que a Lua não tem a mesma energia da Terra. Lá os astronautas podem levitar.
Assim é o Cosmos. Corpos emitindo energia, atraindo ou afastando outros corpos. Quanto maior a energia, mais corpos à sua volta.
Esta aí nosso Sol, brilhante e literalmente transbordando energia, com inúmeros corpos lhe fazendo a corte, em linda dança em sua Órbita.
Creio que esta lei também caia sobre os humanos. Se com a mesma GRAVIDADE eu não sei...
Pessoas dotadas de maior energia tendem a atrair as que no momento apresentam menor energia.
Luz e brilho são forças que nos puxam para quem as tem. Ou que tenham mais do que a gente...
No momento tenho tido grande cuidado neste ponto.
Como dizia o agora saudoso mestre Millôr Fernandes: “Chato é o indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”
Regra eterna: o segredo está no equilíbrio. Energia equilibrada que levará ao equilíbrio de forças.
Acredito que a felicidade plena deve ocorrer quando energias que vibram na mesma intensidade se encontram, se complementam e passam a vibrar em sintonia, em sincronicidade.
Neste ponto um corpo pára de girar ao redor do outro, havendo a fusão.