sexta-feira, 20 de julho de 2012

Olimpíadas do Poder (Artigo publicado no site Ponto Marketing)



Estamos a poucos dias do início do maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas de Londres, mas só se fala de UFC. Já se perguntou por quê?
Uma frase que ouvi com frequência na faculdade“Não importa o que você (ou determinado produto) é, mas sim o que parece ser”. É nesse momento que a função do profissional de marketing em incutir a imagem desejada de algum objeto ou pessoa na mente de seu público-alvo surge.
No filme O Quarto Poder, com Dustin Hoffman, a ficção nos mostra, ao menos àqueles que conseguem perceber, essa relação que os detentores da informação conseguem exercer sobre a mesma.
Os dois maiores grupos de mídia aberta do Brasil da atualidade vêm travando uma competição, ou seria uma luta, por quem será o campeão no uso deste poder. Um poder de informação, mas que também interage com os poderes políticos (executivo, legislativo e judiciário), religiosos e econômicos
Estamos vendo na prática como a forma pode ser mais importante que o conteúdo. E como este quarto poder pode criar novos ídolos, relegar outros ao esquecimento, direcionar os investimentos de marketing esportivo, contaminar as redes sociais e as conversas de boteco, fechando um ciclo de onde se alimenta, mas do qual detém o controle, influenciando as atitudes de milhões de pessoas.
Este é o ambiente do profissional de marketing. Deve conhecer a fundo o comportamento da sociedade para se comunicar da melhor forma com ela, mas também ter a responsabilidade de saber que tem a capacidade de influenciar este mesmo comportamento.
Assim nossa civilização foi construída. Através das informações que nos foram passadas ao longo do tempo. Pense! Construir seus valores depende de onde você está buscando informação.
Alexandre Henrique Souza é professor universitário nas áreas de administração, produção, logística e marketing. Empresário do setor de varejo em telecomunicações com lojas no interior de SP. Sócio em empresa de mobile marketing, consultoria e treinamento. 


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/comunicacao/comunicacao-olimpiadas-do-poder/#ixzz21AWLUTc2 
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Mergulhe fundo!



Por vários anos eu critiquei quem perdia mais tempo tentando entender a vida do que a vivendo.
Frase que eu repetia como um mantra: A vida foi feita para ser vivida e não entendida! E quase sempre fechava com um Carpe Diem!
E vivi de forma intensa... Intensamente superficial...
Não que tenha sido ruim, pelo contrário... foi muito bom.
Mas acredito que a vida neste aspecto seja como o paladar. Com o passar dos anos o gostinho do chiclete e o sabor do catchup vão perdendo espaço para o que é mais denso e encorpado.
Hoje, o que é profundo me atrai muito mais que o raso e rasteiro...
Mas reconheço que a vida na superfície é bem mais fácil. As coisas já vêm prontas, como no supermercado, mas em geral também são descartáveis.
Mas nem por isso deixam de ser divertidas, aliás, creio que são muito mais divertidas que filosofia, estudos comportamentais e afins...
Quando se busca o autoconhecimento, procurando encontrar e ouvir sua essência, você se depara com suas feridas e angústias, tendo a oportunidade de curá-las.
Algumas feridas não precisam nem de curativo. Para outras o tratamento é mais lento... Em alguns casos o tratamento é desconhecido...
Deepak Chopra tem uma frase: “Nenhum problema pode ser solucionado no mesmo nível de consciência em que foi criado.”
Ao longo da vida, desde a primeira infância, vivemos situações que podem gerar traumas, pequenos ou grandes, e isto vai moldando nosso comportamento.
Muitas destas situações se instalam em nosso inconsciente, e mesmo tendo a noção exata do problema, conscientemente não encontramos a solução.
Pessoas se descobrem com medo de altura, medo de escuro, medo de algum bicho inofensivo, medo de certo tipo de pessoa, e uma infinidade de possibilidades de medo que a vida pode incutir, se você permitir.
Mas o fato de reconhecer o problema, que pode ser o medo ou a dificuldade de tratar ou se relacionar com alguma coisa, não quer dizer que você encontrou a solução. As emoções, nestes casos não boas, fogem à razão.
Conheci este ano a Programação Neurolinguística (PNL), que mesmo ainda em nível inicial já produz alguns efeitos. Ao trabalhar intensamente suas emoções, a PNL possibilita você trazer suas feridas do inconsciente para o consciente, e tratá-las.
Mas como as mudanças são profundas, é como que se você revirasse as partículas do fundo do mar, ou um pote cheio d’água com alguma quantidade de areia no fundo, é necessário um tempo para as coisas se assentarem. Às vezes os detritos em suspensão prejudicam a visibilidade. Um pouco de paciência para que tudo volte a ficar cristalino...
O que parece inércia podem ser introspecção e quietude.
Creio que o mergulho dentro de si buscando sua essência é um caminho sem volta. Como no mar, quanto mais fundo se vai, mais se descobre, maiores são as surpresas. Porém o risco também aumenta. Quanto mais fundo, maior a necessidade de orientação e preparação.
Aliás, o mergulho de cilindro é uma ótima atividade para quem está nesta busca. A adrenalina inicial dá espaço a uma grande sensação de paz e liberdade. Quando no fundo do mar você contempla as belezas de um mundo completamente diferente do da superfície, respeitando os nativos naquele ambiente, onde nós somos os intrusos, ouvindo apenas o som da respiração.
Ao olhar para o fundo, mistérios. Para cima, LUZ.