“Só sei que nada sei”. A frase de Platão citando Sócrates é um prelúdio
ao título acima.
Ao menos no terreno do autoconhecimento, quanto mais você vai
descobrindo sobre sua ESSÊNCIA, mais caminhos e encruzilhadas vão surgindo, mais
exercícios de introspecção se fazem necessários, até você chegar à fronteira da
humildade, e perceber que jamais terá todas as respostas, mas tem o direito,
senão a obrigação, de fazer todas as perguntas que julgar necessário.
E continuar evoluindo...
É mais fácil viver na superfície rasteira, sem qualquer aprofundamento,
com as informações mastigadas pela grande mídia, ou pela alienação majoritária
nas redes sociais. Acredito que, aos que não afundam, deve-se aumentar a
sensação de inclusão, já que um dos sinônimos da palavra moda é: medida estatística
relacionada a maiorias.
Ao fazer um exercício de língua portuguesa com conceitos de lógica para
buscar um adjetivo para os que não têm conhecimento sobre algo, concluo que: Se
você desconhece algo, você o ignora, logo neste caso o melhor adjetivo seria IGNORANTE. E o dicionário me apóia nesta afirmação.
Em relação ao conhecimento formal, sou ignorante em relação a milhões de
coisas... Basta entrar em uma livraria para ter uma idéia da quantidade de
coisas que desconheço. Recentemente comprei uma dúzia de livros em um sebo, por
sinal uma experiência adorável a de adquirir livros recheados de história, com
anotações, marcas, dedicatórias, bilhetes e algumas surpresas mais, por um
precinho camarada.
Dei conta de ler dois até agora.
Olhar os outros dez na estante é um desaforo à minha ignorância.
E esta ignorância vai longe...
Quando algo me interessa e não tenho conhecimento suficiente sobre,
trabalho com hipóteses.
A ciência trabalha assim.
Em suas pesquisas vai testando hipóteses até chegar à conclusão de qual
tese deve ser sustentada como verdadeira, eliminando as anteriores dadas como
falsas.
Este raciocínio também uso com pessoas.
Quando alguém, que a princípio desconheço, me chama a atenção, atribuo
valores hipotéticos a este ser, com base nas minhas experiências, dentro das
lentes que minha história de vida me permitem ver.
Ou minha energia é capaz de sentir...
Neste caso não há teoria em livro capaz de referendar qualquer tese.
O conhecimento sobre uma pessoa é ESSENCIALMENTE prático.
Os principais instrumentos de pesquisa são:
- Olho no olho;
- O toque;
- Uma palavra franca;
- Uma palavra doce;
- Uma palavra dura;
- Palavras...
Mas sobretudo a experimentação... Testar reações às mais diversas
situações, até identificar o modus
operandi do ser.
Porém quão grande não é a pretensão de conhecer em minúcias ao outro, se
a si próprio, o dissecar das vísceras não traz conclusões definitivas.
Creio que o principal ponto para o sucesso de uma relação de conhecimento entre duas
pessoas, não seja o modo de operar, ou o modo de agir individual, mas sim o modus vivendi. A maneira como os dois pólos
se relacionam, interagem e convivem.
O profundo conhecimento de como um influencia ao outro, como que esta
troca de energia reflete no emissor e no receptor é o que vai garantir o
êxito desta relação interpessoal em qual nível for.
Para quem negligenciar isto...
Já temos adjetivo.

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