quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Utopia do Conhecimento



“Só sei que nada sei”. A frase de Platão citando Sócrates é um prelúdio ao título acima.
Ao menos no terreno do autoconhecimento, quanto mais você vai descobrindo sobre sua ESSÊNCIA, mais caminhos e encruzilhadas vão surgindo, mais exercícios de introspecção se fazem necessários, até você chegar à fronteira da humildade, e perceber que jamais terá todas as respostas, mas tem o direito, senão a obrigação, de fazer todas as perguntas que julgar necessário.
E continuar evoluindo...
É mais fácil viver na superfície rasteira, sem qualquer aprofundamento, com as informações mastigadas pela grande mídia, ou pela alienação majoritária nas redes sociais. Acredito que, aos que não afundam, deve-se aumentar a sensação de inclusão, já que um dos sinônimos da palavra moda é: medida estatística relacionada a maiorias.
Ao fazer um exercício de língua portuguesa com conceitos de lógica para buscar um adjetivo para os que não têm conhecimento sobre algo, concluo que: Se você desconhece algo, você o ignora, logo neste caso o melhor adjetivo seria IGNORANTE. E o dicionário me apóia nesta afirmação.
Em relação ao conhecimento formal, sou ignorante em relação a milhões de coisas... Basta entrar em uma livraria para ter uma idéia da quantidade de coisas que desconheço. Recentemente comprei uma dúzia de livros em um sebo, por sinal uma experiência adorável a de adquirir livros recheados de história, com anotações, marcas, dedicatórias, bilhetes e algumas surpresas mais, por um precinho camarada.
Dei conta de ler dois até agora.
Olhar os outros dez na estante é um desaforo à minha ignorância.
E esta ignorância vai longe...
Quando algo me interessa e não tenho conhecimento suficiente sobre, trabalho com hipóteses.
A ciência trabalha assim.
Em suas pesquisas vai testando hipóteses até chegar à conclusão de qual tese deve ser sustentada como verdadeira, eliminando as anteriores dadas como falsas.
Este raciocínio também uso com pessoas.
Quando alguém, que a princípio desconheço, me chama a atenção, atribuo valores hipotéticos a este ser, com base nas minhas experiências, dentro das lentes que minha história de vida me permitem ver.
Ou minha energia é capaz de sentir...
Neste caso não há teoria em livro capaz de referendar qualquer tese.
O conhecimento sobre uma pessoa é ESSENCIALMENTE prático.
Os principais instrumentos de pesquisa são:
- Olho no olho;
- O toque;
- Uma palavra franca;
- Uma palavra doce;
- Uma palavra dura;
- Palavras...
Mas sobretudo a experimentação... Testar reações às mais diversas situações, até identificar o modus operandi do ser.
Porém quão grande não é a pretensão de conhecer em minúcias ao outro, se a si próprio, o dissecar das vísceras não traz conclusões definitivas.
Creio que o principal ponto para o sucesso de uma relação de conhecimento entre duas pessoas, não seja o modo de operar, ou o modo de agir individual, mas sim o modus vivendi. A maneira como os dois pólos se relacionam, interagem e convivem.
O profundo conhecimento de como um influencia ao outro, como que esta troca de energia reflete no emissor e no receptor é o que vai garantir o êxito desta relação interpessoal em qual nível for.
Para quem negligenciar isto...
Já temos adjetivo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário