sexta-feira, 20 de julho de 2012

Olimpíadas do Poder (Artigo publicado no site Ponto Marketing)



Estamos a poucos dias do início do maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas de Londres, mas só se fala de UFC. Já se perguntou por quê?
Uma frase que ouvi com frequência na faculdade“Não importa o que você (ou determinado produto) é, mas sim o que parece ser”. É nesse momento que a função do profissional de marketing em incutir a imagem desejada de algum objeto ou pessoa na mente de seu público-alvo surge.
No filme O Quarto Poder, com Dustin Hoffman, a ficção nos mostra, ao menos àqueles que conseguem perceber, essa relação que os detentores da informação conseguem exercer sobre a mesma.
Os dois maiores grupos de mídia aberta do Brasil da atualidade vêm travando uma competição, ou seria uma luta, por quem será o campeão no uso deste poder. Um poder de informação, mas que também interage com os poderes políticos (executivo, legislativo e judiciário), religiosos e econômicos
Estamos vendo na prática como a forma pode ser mais importante que o conteúdo. E como este quarto poder pode criar novos ídolos, relegar outros ao esquecimento, direcionar os investimentos de marketing esportivo, contaminar as redes sociais e as conversas de boteco, fechando um ciclo de onde se alimenta, mas do qual detém o controle, influenciando as atitudes de milhões de pessoas.
Este é o ambiente do profissional de marketing. Deve conhecer a fundo o comportamento da sociedade para se comunicar da melhor forma com ela, mas também ter a responsabilidade de saber que tem a capacidade de influenciar este mesmo comportamento.
Assim nossa civilização foi construída. Através das informações que nos foram passadas ao longo do tempo. Pense! Construir seus valores depende de onde você está buscando informação.
Alexandre Henrique Souza é professor universitário nas áreas de administração, produção, logística e marketing. Empresário do setor de varejo em telecomunicações com lojas no interior de SP. Sócio em empresa de mobile marketing, consultoria e treinamento. 


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/comunicacao/comunicacao-olimpiadas-do-poder/#ixzz21AWLUTc2 
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Mergulhe fundo!



Por vários anos eu critiquei quem perdia mais tempo tentando entender a vida do que a vivendo.
Frase que eu repetia como um mantra: A vida foi feita para ser vivida e não entendida! E quase sempre fechava com um Carpe Diem!
E vivi de forma intensa... Intensamente superficial...
Não que tenha sido ruim, pelo contrário... foi muito bom.
Mas acredito que a vida neste aspecto seja como o paladar. Com o passar dos anos o gostinho do chiclete e o sabor do catchup vão perdendo espaço para o que é mais denso e encorpado.
Hoje, o que é profundo me atrai muito mais que o raso e rasteiro...
Mas reconheço que a vida na superfície é bem mais fácil. As coisas já vêm prontas, como no supermercado, mas em geral também são descartáveis.
Mas nem por isso deixam de ser divertidas, aliás, creio que são muito mais divertidas que filosofia, estudos comportamentais e afins...
Quando se busca o autoconhecimento, procurando encontrar e ouvir sua essência, você se depara com suas feridas e angústias, tendo a oportunidade de curá-las.
Algumas feridas não precisam nem de curativo. Para outras o tratamento é mais lento... Em alguns casos o tratamento é desconhecido...
Deepak Chopra tem uma frase: “Nenhum problema pode ser solucionado no mesmo nível de consciência em que foi criado.”
Ao longo da vida, desde a primeira infância, vivemos situações que podem gerar traumas, pequenos ou grandes, e isto vai moldando nosso comportamento.
Muitas destas situações se instalam em nosso inconsciente, e mesmo tendo a noção exata do problema, conscientemente não encontramos a solução.
Pessoas se descobrem com medo de altura, medo de escuro, medo de algum bicho inofensivo, medo de certo tipo de pessoa, e uma infinidade de possibilidades de medo que a vida pode incutir, se você permitir.
Mas o fato de reconhecer o problema, que pode ser o medo ou a dificuldade de tratar ou se relacionar com alguma coisa, não quer dizer que você encontrou a solução. As emoções, nestes casos não boas, fogem à razão.
Conheci este ano a Programação Neurolinguística (PNL), que mesmo ainda em nível inicial já produz alguns efeitos. Ao trabalhar intensamente suas emoções, a PNL possibilita você trazer suas feridas do inconsciente para o consciente, e tratá-las.
Mas como as mudanças são profundas, é como que se você revirasse as partículas do fundo do mar, ou um pote cheio d’água com alguma quantidade de areia no fundo, é necessário um tempo para as coisas se assentarem. Às vezes os detritos em suspensão prejudicam a visibilidade. Um pouco de paciência para que tudo volte a ficar cristalino...
O que parece inércia podem ser introspecção e quietude.
Creio que o mergulho dentro de si buscando sua essência é um caminho sem volta. Como no mar, quanto mais fundo se vai, mais se descobre, maiores são as surpresas. Porém o risco também aumenta. Quanto mais fundo, maior a necessidade de orientação e preparação.
Aliás, o mergulho de cilindro é uma ótima atividade para quem está nesta busca. A adrenalina inicial dá espaço a uma grande sensação de paz e liberdade. Quando no fundo do mar você contempla as belezas de um mundo completamente diferente do da superfície, respeitando os nativos naquele ambiente, onde nós somos os intrusos, ouvindo apenas o som da respiração.
Ao olhar para o fundo, mistérios. Para cima, LUZ.

domingo, 13 de maio de 2012

Colocando a Teoria em Prática – Até Logo...




Este blog superou qualquer expectativa, que não era muita, já que a bendita é a mãe da frustração como já vimos aqui...
Pude me abrir, me conhecer melhor, e receber em troca muito material que me está ajudando neste caminho de autoconhecimento, além de carinhosos feedbacks que guardarei com amor...
Mas agora a vida me coloca de frente com decisões importantes, que vão me fazer vivenciar o que abordei aqui em teoria.
Surgiu um convite irrecusável para levar as lojas com as quais eu trabalho no estado do Paraná para o estado de São Paulo.
A decisão de aceitar esta proposta desencadeou uma série de outras tão ou mais importantes.

Não quero fazer deste blog um diário, mas acho necessário expor pela primeira vez minha vida pessoal, com o devido cuidado de um texto para internet.
Um desafio deste tamanho exige que eu esteja mais presente na operação, o que me fará mudar de estado junto com as empresas.
Mas uma coisa vital me segura onde estou hoje: MINHA FILHA.
Só tem uma maneira de levá-la comigo. Trazendo consigo a sua mãe.
E como fazer isso?
Quebrando paradigmas...
A convidei para trabalhar comigo.
Mais além... na gestão financeira do negócio.
Ela não tem perfil comercial, mas pode desempenhar um bom papel na área administrativa.
Para a nossa alegria, ela aceitou o convite.
Nos dez textos publicados aqui até o momento, tentei entender em boa parte deles a dinâmica das relações interpessoais em variados níveis.
Creio que, em geral, uma das formas de relacionamento mais complexa seja entre “ex” alguma coisa. Ex-marido, ex-mulher, ex-namorados, ex-paquera, ex-amigos... É a sequência da relação do que um dia já foi algo importante...
Já estamos há sete anos separados, e este tempo serviu para dar a devida dimensão das coisas, em paralelo ao amadurecimento da relação e dos envolvidos.
O início da separação é bastante complicado. Questões como partilha, pensões e principalmente guarda de filhos são muito indigestas, e os refluxos são inevitáveis.
Mas existem dois caminhos para se encarar uma separação.
Escolhemos o melhor, o feliz.
Hoje temos uma amizade que não tínhamos quando casados, e tampouco quando namorados. A consciência de que pai e mãe possuem vínculos eternos.
Nós dois já tivemos outras relações, ao que ouso chamar estáveis, após a separação, e em meio a estas alguns “remembers”.
Mas há anos temos a noção do que nos aproxima e do que nos afasta, e sabemos o que esperar um do outro.
Não acompanho a vida pessoal dela de perto, mas creio que estamos solteiros há um bom tempo, e este desimpedimento não foi motivo para a reaproximação do casal, embora o convívio seja muito próximo e praticamente diário.
Almoçamos juntos quase todos os dias. Eu, ela e minha filha.
Um ritual familiar importante que me esforço para preservar, e que o fato de ainda não termos constituído outras famílias em paralelo permite-nos manter.
Mas sei que trabalharmos juntos, envolvendo uma mudança de cidade é uma quebra de paradigma importante.
Talvez por isso a decisão de expor isto aqui no blog.
É um paradigma social inclusive para nós envolvidos. A perguntei se ela envolveria-se com algum homem que trabalhasse com a ex-mulher. A reação foi cômica. E vi no rosto dela a interrogação que provavelmente estava espelhada no meu.
No primeiro momento confesso que teria alguma dificuldade em aceitar esta possibilidade, até ao menos conhecer todos os envolvidos e sobretudo sentir a energia.
Mas sei que esta relação profissional entre nós é transitória.
Ela tem outros planos para a carreira que está em fase inicial, da qual faço votos de sucesso.
Mas os “acasos” nos permitem viver esta mudança agora. Os momentos pessoais e profissionais de ambos nos possibilitam esta decisão. E se no futuro, profissionalmente ou pessoalmente, fatos nos levarem a mudar esta relação de trabalho, espero que seja após a consolidação da operação administrativa e comercial da empresa em outro estado, e fundamentalmente após a adaptação de nossa filha.
O que ela vai receber de salário, somado ao que recebe de pensão, possibilitará que alugue um lugar confortável para viver com nossa filha, ou talvez financie um imóvel próprio, que no futuro será patrimônio de nossa herdeira. Se quiser, poderá financiar um carro.
Também contará com o plano de saúde que concedo aos funcionários da empresa, e fico feliz em dar esta segurança por quem minha filha tem um amor na mesma intensidade do que tem por mim, mesmo que o expresse de forma diferente. Conversamos que a troca de energia é mais intensa comigo do que com ela, mas acho que isto é natural na relação PAI e FILHA.
Vamos ter a chance de recomeçar nossas vidas em uma cidade onde as oportunidades são maiores para todos, inclusive para nossa filha, notadamente nas questões de ensino e entretenimento.
Embora geograficamente outras cidades fossem mais interessantes para a mudança no aspecto comercial, escolhi uma em que minha filha fique mais próxima dos primos, tios e avós.
Não gosto de fugir de minhas responsabilidades e decisões importantes têm nos acompanhado ao longo destes anos.
Foi a decisão de não interromper a gravidez inesperada após poucos meses de namoro, ela então com 16 anos e eu com 26. O fato de não cogitar a possibilidade não deixa de ser uma decisão.
A importante decisão pelo casamento, numa situação onde o pai dela não morava no país e minha presença mais próxima era importante.
A difícil decisão da separação, um ano e meio após o casamento.
Não gosto da inércia. De deixar que a vida me leve, e junto comigo quem eu gosto, para o caminho da infelicidade.
Prefiro ser o autor da minha história.
Espero que o final seja feliz. Ou melhor, que seja toda ela predominantemente feliz.

Por tudo isto terei que dar um tempo aqui no blog...
Minha dedicação a este processo profissional e pessoal deverá ser total e me entregarei de vísceras a isto.
Estou preparando minha equipe, que já é excelente, para me ajudar neste processo.
Tenho consciência de que não será fácil, talvez o movimento mais difícil que fizemos até hoje, mas sei que nunca estivemos tão preparados.
E por enquanto não quero perder este foco...
Este processo continuará ajudando na construção do ser humano. Agora é a hora de praticar o que tenho escrito aqui. E agir para que minha vida me venha em poesia.
Quero aproveitar para agradecer tudo que este blog me trouxe, a todas pessoas que contribuíram de alguma forma, me aconselhando, me corrigindo, me criticando...
Queria nominar duas, para através delas, chegar às demais. Flávia, que inspirou e incentivou este projeto, e Gi, a quem peço desculpas por alguma exposição que a incomode.
Também não quero perder contato com minhas raízes. É fundamental para mim manter os vínculos familiares e de amizades que tenho em minha cidade natal. Ontem tivemos a primeira reunião do Empreendendo, uma ONG que completará algo que ainda me falta e me fará voltar com frequência.
Em breve espero estar escrevendo aqui de novo.
Sob nova direção...
Antes que a morte...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Utopia do Conhecimento



“Só sei que nada sei”. A frase de Platão citando Sócrates é um prelúdio ao título acima.
Ao menos no terreno do autoconhecimento, quanto mais você vai descobrindo sobre sua ESSÊNCIA, mais caminhos e encruzilhadas vão surgindo, mais exercícios de introspecção se fazem necessários, até você chegar à fronteira da humildade, e perceber que jamais terá todas as respostas, mas tem o direito, senão a obrigação, de fazer todas as perguntas que julgar necessário.
E continuar evoluindo...
É mais fácil viver na superfície rasteira, sem qualquer aprofundamento, com as informações mastigadas pela grande mídia, ou pela alienação majoritária nas redes sociais. Acredito que, aos que não afundam, deve-se aumentar a sensação de inclusão, já que um dos sinônimos da palavra moda é: medida estatística relacionada a maiorias.
Ao fazer um exercício de língua portuguesa com conceitos de lógica para buscar um adjetivo para os que não têm conhecimento sobre algo, concluo que: Se você desconhece algo, você o ignora, logo neste caso o melhor adjetivo seria IGNORANTE. E o dicionário me apóia nesta afirmação.
Em relação ao conhecimento formal, sou ignorante em relação a milhões de coisas... Basta entrar em uma livraria para ter uma idéia da quantidade de coisas que desconheço. Recentemente comprei uma dúzia de livros em um sebo, por sinal uma experiência adorável a de adquirir livros recheados de história, com anotações, marcas, dedicatórias, bilhetes e algumas surpresas mais, por um precinho camarada.
Dei conta de ler dois até agora.
Olhar os outros dez na estante é um desaforo à minha ignorância.
E esta ignorância vai longe...
Quando algo me interessa e não tenho conhecimento suficiente sobre, trabalho com hipóteses.
A ciência trabalha assim.
Em suas pesquisas vai testando hipóteses até chegar à conclusão de qual tese deve ser sustentada como verdadeira, eliminando as anteriores dadas como falsas.
Este raciocínio também uso com pessoas.
Quando alguém, que a princípio desconheço, me chama a atenção, atribuo valores hipotéticos a este ser, com base nas minhas experiências, dentro das lentes que minha história de vida me permitem ver.
Ou minha energia é capaz de sentir...
Neste caso não há teoria em livro capaz de referendar qualquer tese.
O conhecimento sobre uma pessoa é ESSENCIALMENTE prático.
Os principais instrumentos de pesquisa são:
- Olho no olho;
- O toque;
- Uma palavra franca;
- Uma palavra doce;
- Uma palavra dura;
- Palavras...
Mas sobretudo a experimentação... Testar reações às mais diversas situações, até identificar o modus operandi do ser.
Porém quão grande não é a pretensão de conhecer em minúcias ao outro, se a si próprio, o dissecar das vísceras não traz conclusões definitivas.
Creio que o principal ponto para o sucesso de uma relação de conhecimento entre duas pessoas, não seja o modo de operar, ou o modo de agir individual, mas sim o modus vivendi. A maneira como os dois pólos se relacionam, interagem e convivem.
O profundo conhecimento de como um influencia ao outro, como que esta troca de energia reflete no emissor e no receptor é o que vai garantir o êxito desta relação interpessoal em qual nível for.
Para quem negligenciar isto...
Já temos adjetivo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Reflexos



Não me lembro se vi esta teoria em algum lugar ou se é coisa da minha cabeça, mas acredito que todo ser humano possui pelo menos três imagens.
A primeira creio que seja a imagem que ele tem de si próprio, fundamentada através de sua autocrítica.
Depois a imagem que as pessoas têm de você, construída através dos sinais que você emite e pelos filtros de quem recebe esta mensagem possui.
E por fim a imagem real, sem reflexo. Aquilo que a gente realmente É.
Ademais, estas percepções diferentes influenciam na formatação uma da outra.
Também acredito que quanto mais a pessoa conhece sobre si mesma, maior a chance dos reflexos destas três distintas imagens serem parecidos entre si.
A forma e a intensidade do contato entre as pessoas vão alterando a impressão que se tem uma sobre a outra. Analogicamente quanto maior o contato, maior a fidelidade da imagem refletida à realidade.
As vezes nos identificamos com as imagens de algumas pessoas, mas à distância o reflexo pode não ser tão nítido. Aproximar-se se faz necessário para entender se as imagens idealizadas em teoria, correspondem na prática.
Os meios de contato têm mudado bastante com as novas tecnologias, criando intimidades que não existem, ou que antes não existiam.
Observo que na economia de mercado de massa na qual vivemos, vem ocorrendo uma pasteurização das imagens individuais.
Formadores de opinião ditam (de ditadura mesmo) a imagem ideal, que passa pelas medidas do corpo, pelo cabelo moicano, pela roupa da tendência, pela música da moda, e qualquer tipo de produto que possa ser associado a esta imagem que deve ser celebrada (de celebridade) como referência.
Esta padronização é claro leva à alienação. Os que são absorvidos por esta comunicação acabam nivelados por baixo e paradoxalmente permanecem flutuando na superfície, sem se aprofundar em nada. 
Não é raro vermos multidões repetindo em coro refrões que são um amontoado de sílabas repetidas que não dizem nada. 
A título de diversão não haveria problema algum, mas muitos fazem destas músicas do momento mantras de conduta pessoal.
Particularmente, durante muito tempo andei emitindo uma imagem diferente da que eu sou, ou ao menos gostaria de ser. Creio que por defesa, e na maioria das vezes de forma inconsciente.
Tenho trabalhado nisso. Este esforço de autoconhecimento tem sido como uma bússola para encontrar o caminho onde estas três imagens, meu ego e meu alter ego, trafeguem juntos.
Muitas vezes o ponteiro é impreciso e o caminho a seguir se torna confuso. Mas tenho fé que mesmo com um percurso que venha a ser mais longo, devo persistir até o destino.
E você, que imagem tem de si próprio?
Reflita!!!

domingo, 8 de abril de 2012

O que se leva da vida



Há alguns anos tivemos um hit de verão onde o titã Paulo Miklos cantava o seguinte refrão: “O que se leva da vida, é a vida que se leva...”
Tenho para mim que o que levamos da vida são as experiências que vivenciamos através dos lugares e das pessoas que conhecemos.
Existe um ditado popular: “Caixão não tem gaveta”. Você não levará consigo, ao partir desta vida, suas jóias, seus imóveis, seu saldo bancário, seus automóveis, e tudo aquilo que deve ser declarado em seu imposto de renda.
Muitas pessoas ainda acreditam que a felicidade está em acumular patrimônio financeiro.
Alegam que ter um lastro patrimonial é segurança. 
Conheço várias pessoas que adoecem pela insegurança de perder o que têm.
O pior é quando as coisas que a pessoa TEM definem o que a pessoa É.
A eles os bens herdados ou conquistados são mais importantes que qualquer conteúdo.
Um cidadão compra um carrão top de linha, geralmente desconfortável, onde cabem poucas pessoas. Ao fazer isto, ele não está comprando um carro para ele, e sim para os outros, pensando em conseguir a admiração das pessoas pelo simples fato de estar dentro de um carro caro. Na sequência ele cola um adesivo na “máquina” com os dizeres: “A força da sua inveja é a velocidade do meu sucesso.” Acho que deveria se decidir por qual sentimento quer despertar nas pessoas antes de comprar algo do tipo.
Aos que pensam assim a felicidade está ligada a tudo que o dinheiro, ou aquele famoso cartão de crédito, podem comprar.
E ao morrer, toda esta riqueza econômica acumulada ao longo da vida, geralmente vira motivo de disputa entre os que ficam.
Para mim, o maior patrimônio que uma pessoa pode deixar aos seus é o LEGADO.
Legado no sentido ético e moral. De ter sido o mais justo possível durante a vida, principalmente consigo mesmo.
Em não ter sonegado de si próprio o precioso direito de ser feliz.
Dizia o genial Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar a BELEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ.” Tenho esta música como um mantra.
Realmente a maior riqueza que se pode acumular é o conhecimento. É o único patrimônio que não podem lhe tomar. E quanto mais você divide, mais você adquire.
Gosto de usar a lógica. Se a maior riqueza é o conhecimento, quão rica é a pessoa que dispõe de informações sobre autoconhecimento.
Aproveito o momento para agradecer a todos os amigos que têm me enviado material enriquecendo esta busca, ou servindo de inspiração e referência.
Vejo com certa melancolia estantes abarrotadas de livros já lidos. Tanto conhecimento que poderia ser útil a mais gente, conferindo status de intelectual como objeto de decoração.
Hoje recebi uma simples frase que diz muito. “Nada do que se aprende é perdido.”
A sede pela vida tem me trazido a sede pelo conhecimento. E me expondo aqui, paradoxalmente emito a mensagem de que estou receptor.
De certa forma também é um testamento, no qual divido com os meus, o que tenho de mais precioso.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Órbita


A vida está presa na Terra através de uma ENERGIA muito forte. Cientistas deram a esta ENERGIA o nome de LEI DA GRAVIDADE. Como na maioria das leis, apenas um nome para caracterizar ou regular um comportamento apresentado.
Estamos com os pés fincados na Terra o tempo todo, que não nos damos conta do poder desta força. É uma energia tão forte que evita que saiamos voando por ai...
Convencionamos que o Pólo Sul é a parte de baixo do planeta, e o Pólo Norte é a parte de cima. Mesmo podendo ser o contrário, por que os habitantes do Pólo Sul não descolam do chão e despencam para o espaço? Uma energia os mantém em contato!
Esta força é tamanha que também retém toda nossa água para nos mantermos vivos. Se não fosse tal dinâmica, lagos, rios e oceanos poderiam escorrer para o vazio.
Este poder é tão sublime, que mantém nossa Lua próxima e a uma distância segura.
É provado que a Lua não tem a mesma energia da Terra. Lá os astronautas podem levitar.
Assim é o Cosmos. Corpos emitindo energia, atraindo ou afastando outros corpos. Quanto maior a energia, mais corpos à sua volta.
Esta aí nosso Sol, brilhante e literalmente transbordando energia, com inúmeros corpos lhe fazendo a corte, em linda dança em sua Órbita.
Creio que esta lei também caia sobre os humanos. Se com a mesma GRAVIDADE eu não sei...
Pessoas dotadas de maior energia tendem a atrair as que no momento apresentam menor energia.
Luz e brilho são forças que nos puxam para quem as tem. Ou que tenham mais do que a gente...
No momento tenho tido grande cuidado neste ponto.
Como dizia o agora saudoso mestre Millôr Fernandes: “Chato é o indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”
Regra eterna: o segredo está no equilíbrio. Energia equilibrada que levará ao equilíbrio de forças.
Acredito que a felicidade plena deve ocorrer quando energias que vibram na mesma intensidade se encontram, se complementam e passam a vibrar em sintonia, em sincronicidade.
Neste ponto um corpo pára de girar ao redor do outro, havendo a fusão.

domingo, 18 de março de 2012

Rótulos e Embalagens


Desde criança somos educados através da associação. Associamos uma figura a um nome, um número a certa quantidade, uma pessoa a certa emoção...
Quando crescemos, condicionados, continuamos agindo assim em boa parte do tempo. Quando vemos uma pessoa, nossos pré-conceitos e preconceitos associam a imagem que esta pessoa passa a um determinado tipo de comportamento.
Até aí nenhum problema...
As coisas começam a se complicar quando definimos e limitamos este ser humano a este sentimento primário. Dizem que a primeira impressão é a que fica, e realmente o contato inicial é muito importante, até porque não existe uma segunda chance de deixar uma boa primeira impressão, mas aí rotular a pessoa em função disso pode ser perigoso.
Pior ainda quando começam as generalizações e coloca-se tudo na mesma prateleira.
Resume-se pessoas à sua classe social, ao jeito de se vestir, ao estado civil, à sua etnia (acredito essa ser a pior), e a toda característica que possa formar um grupo, seja ele grande, ou um gueto.
Com isso valoriza-se mais o exterior que o interior.
Hoje o cuidado com a embalagem é muito maior do que com o conteúdo.
É comprovado, compramos produtos pela embalagem.
Mas não consumimos a embalagem!!!
O pacote, o pote, o saco, a sacola, o CORPO... vai tudo pro lixo depois do uso!!!
Em alguns casos, o destino é a reciclagem. Pra outros, nem isso...
Ao comprar pela embalagem, pra consumir o conteúdo, muitas vezes compra-se gato por lebre.
O lindo pacote pode conter algo cujo valor não o acompanha. E vice-versa...
Este conteúdo pode ser deteriorado por fatores externos. Temperatura, odores e umidade, por exemplo, podem estragar o que será consumido em termos de produto.
Quando falamos do indivíduo, uma infinidade de vetores pode contaminar ou enriquecer a alma. Pois tenho pra mim, que ela também pode ser algo perecível... Ou não!
Neste ponto temos escolha!
Podemos deixar a alma envelhecer, acompanhando o corpo, ou prorrogar seu prazo de validade.
Como?
Deve haver mais de um milhão de formas, mas um delas com certeza é não “comprando” pessoas pela embalagem ou pelo rótulo!